O
Caos no Trânsito
Observador
costumeiro e crítico (não por gosto), da Companhia de
Engenharia de Tráfego santista, também tenho de observar
as dificuldades operacionais que ela encontra para minimizar os problemas
de trânsito e de transporte coletivo na cidade.
À parte a falta de boa vontade e de visão para algumas
ações de mínimo esforço e custo quase zero,
crescem todos os dias as dificuldades para administrar o caos no trânsito,
por conta do acréscimo incontrolável do número
de veículos em circulação, da falta de radares
nos semáforos, da má qualidade do transporte coletivo
(sem que o poder público aja para solver) e da pressa cotidiana
dos condutores, em busca do ter ou pela falta do ser, que leva ao aumento
das infrações.
Quando se fala em ausência de boa vontade administrativa, aborda-se
principalmente a demora sem razão no reparo de sinais de trânsito,
na ausência de proibição para o estacionamento nos
dois lados de vias de trânsito mais intenso e um sem número
de outras ações de baixo custo, que minimizariam as condições
caóticas do trânsito na cidade.
A CET, em alguns momentos, é como o homem da empresa de mudanças,
que tem de fazer passar um sofá de peça única,
por uma porta mais estreita que qualquer de suas dimensões ou
precisa colocar em uma quitinete, todos os móveis que acabou
de retirar de um apartamento de dois quartos.
Impossível!
É assim que anda o trânsito por aqui: mal administrado,
com mais veículos do que comportam as vias e boa parte deles
conduzida por pessoas mal preparadas ou mal educadas.
Até para os milagres, o primeiro passo é a boa vontade
de quem os espera.
Carlos Gama.
26/08/2010 13:29:35
A
Nova Cara da Orla da Praia
Soube-se, neste final de
semana, que um cidadão pediu o tombamento dos jardins da praia
de Santos e, depois de nove anos, o tombamento agora é realidade;
bendito cidadão, a quem não conheço. Agora, os
jardins da praia têm dois padrinhos, dois defensores que se mostraram
incansáveis: Vicente de Carvalho e João Gouveia.
Depois de nove anos de trâmite deste processo de tombamento, o
prefeito da cidade diz ter sido pego de surpresa no processo. Haja alheamento,
haja falta de assessoria... Haja!
Os jardins estão a salvo, mas foi por um triz, especialmente
agora quando se põe a descoberto o projeto de modernização
da orla da praia.
Diz o alcaide santista, que o processo de “modernização”
da orla vai ser amplamente discutido publicamente e também com
os permissionários dos quiosques; que tais discussões
públicas não sejam feitas em redomas e sim com a participação
popular. Afinal, dentre os do povo estão paisagistas de renome,
arquitetos, engenheiros e até poetas. Sim, poetas. Por que não?
Afinal, foi pela luta tenaz de um poeta, que temos esses belos jardins,
pois o poeta cultiva o mais precioso dos bens legados pela Divindade
ao homem: a alma. E esse cultivar da alma lhe confere
visão ampla das belezas naturais e sensibilidade em relação
a tudo o que o rodeia, especialmente à vida.
Que essas discussões sobre as mudanças nos jardins da
praia, possam levar a resultados mais positivos; que não se volte
ao quadro atual, quando, segundo o próprio prefeito, dos 99 quiosques
que existem hoje, 39 estão inativos; ainda assim o novo projeto
prevê a criação de mais 42 unidades. Essas áreas
construídas e desocupadas, além de enfearem a paisagem
e denegrirem a cidade, servem de abrigo a viciados e moradores de rua.
Há tempo de sobra para rever projetos elaborados, antes que o
prefeito tomasse conhecimento do pedido de tombamento dos jardins da
praia, para que não haja a necessária intervenção
do Ministério Público ou da SPU pois afinal, segundo o
alcaide, o início das obras está previsto apenas para
o outono de 2011. Que se discuta ampla e publicamente, não somente
o projeto, mas se divulguem as imagens deste plano da nova orla. Que
se estude a fundo todos os aspectos jurídicos (contratem-se empresas
especializadas, se necessário), para que se evite incorrer nos
mesmos erros, que hoje levam ao fechamento de 1/3 ou mais dos quiosques
e até ao funcionamento dos inadimplentes, amparados por medidas
judiciais. Que se revejam de forma séria e juridicamente corretas,
o modelo de licitação pública das concessões,
os prazos de vigência, as quebras contratuais e, principalmente
a impossibilidade de transferência, cessão ou “repasse”
dessas mesmas concessões, por seus permissionários, para
que esse “mercado” não continue apenas como interessante
“moeda de troca” ou caminho de enriquecimento ilícito
de quem quer que seja.
Que esses novos quiosques, que terão 10 e 20 metros quadrados
cada um (em contraposição aos atuais que têm apenas
5 metros quadrados), não tolham a nossa visão da natureza,
como aconteceu com os dois píeres da Ponta da Praia, dos quais
a prefeitura apresentou um projeto de uso público, para conseguir
a concessão do governo federal e, depois o transmutou totalmente,
a ponto de obrigar a interferência deste mesmo governo federal
para reverter o “imbróglio” e cassar a cessão
irregular a particulares. Que esses novos quiosques não nos dêem
a impressão ou se transformem efetivamente em um paredão
separando os jardins e o mar.
Que esta “nova cara” da orla da praia não seja como
o rosto do palhaço em dia de chuva, quando as tintas escorrem
pela face, conferindo-lhe um aspecto de tristeza e de abandono.
Carlos
Gama.
13/07/2010 11:30:03
Matérias
Anteriores:
Em
duas funções extraordinárias (neste finalzinho
de 2008), convocadas pelo dono da lona, o circo legislativo apresentará
alguns quadros novos e, dentre eles, a “dança do asfalto”,
cujo objetivo mais provável será a alteração
do sistema viário, talvez quebrando recém construídas
ciclovias, para atender ao interesse de fabricantes de bondes estrangeiros,
como inversamente aconteceu, há quase quarenta anos, quando a
“influência” era dos fabricantes de ônibus diesel.
A imprensa local divulga, hoje, uma estatística (leia sobre estatísticas
no site destempero) que nos dá conta do aumento de 160% (entre
2000 e 2007) nos acidentes com motociclistas, tendo vítimas fatais.
Há alguns dias, também numa estatística, lia-se
sobre o aumento de 455% na frota de motocicletas, nos dois últimos
anos. Estatísticas...ora, as estatísticas.
Numa entrevista havida no programa Canal Aberto, da TV.COM, o entrevistador
questionou o senhor alcaide santista, a respeito do estreitamento de
vias importantes para a implantação do VLT (Vai Levar
Tombo).
O velho bonde, maquiado e ampliado, que já ganha nas ruas o apelido
de “Bondão”, é o mais novo caminho das permanentes
e discutíveis “obras” municipais. Em sua resposta
vazia, o representante da maioria da população santista
disse que o mesmo espaço ocupado pelos bondes (ele reconheceu
que será um bonde modernizado) também poderá ser
usado pelos veículos automotores (como acontecia antigamente).
Trilhos de ferro, provocando derrapagens, cortando pneus e, pior, ocasionando
todos os tombos e acidentes que ainda faltam aos motociclistas.
Vamos exigir uma consulta pública a respeito desta “modernização”
do transporte coletivo. Vamos
dizer não ao “Bondão” do prefeito.
Carlos
Gama.
10/12/2008 09:31:29
*
Este texto, que poderia fazer parte do conteúdo de Cidade, Política,
Trânsito, Serviços e, até, de "Obras",
ficará
temporariamente como abertura do sítio, devido à sua importância
em relação ao futuro da cidade e de sua qualidade de vida,
mesmo que isto não importe à maioria da população.
12/12/2008
13:01:01
Também
em sessões "extras e ordinárias", os "lambe-lambe"
aprovaram o aumento de 28% nos salários do prefeito, a partir
de janeiro (até parece a situação de outros funcionários
públicos e de aposentados do INSS). O Executivo está aproveitando
a não reeleição de alguns correligionários
e barganhando aprovações de última hora por possíveis
cargos de confiança no próximo ano. Some-se a isto a preocupação
com a possível redução do cordão dos "puxa-saco".
Razão maior não há para a dotação
de 25 milhões para a CET e o aumento de 10 milhões no
capital social da Prodesan (querem apostar que esses valores serão
investidos na criação de novos cargos de ASPONES e que,
vereadores não reeleitos serão “aproveitados”
em cargos de “confiança”?).
Notícia
também veiculada, hoje, na imprensa local nos dá conta
de que a FAMS (Fundação Arquivo e Memória de Santos)
oficializará sua adesão ao projeto Memória Revelada,
do Arquivo Nacional, com o intuito de "revelar" importantes
episódios havidos durante a ditadura militar. Vamos ver se vão
falar de política e de "adesões" interesseiras,
que são sobejamente conhecidas por quem não faz uso do
silêncio covarde ou ganancioso. Que venha à tona a verdadeira
memória política da Santos das últimas décadas,
pois a história carece de um pouco de veracidade.
Nós duvidamos do resultado.